O Ministério da Saúde deu no domingo (21) autorização formal para que estados e municípios utilizem todo estoque disponível de vacinas para imunizar o maior número possível de pessoas, sem necessidade de reservar doses para a segunda aplicação.

Em nota, a pasta afirmou que a decisão levou em conta o aumento do ritmo de produção pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que deram garantias para a continuidade da campanha e também de reposição dos estoques de forma segura.

A ordem partiu do ministro Eduardo Pazuello. “Com a liberação para aplicação de imediato de todo o estoque de vacinas guardadas nas secretarias municipais, vamos conseguir dobrar a aplicação esta semana, imunizando uma grande quantidade da população brasileira, salvando e protegendo vidas.”

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Até aqui, 11,7 milhões de pessoas já foram vacinadas contra a covid-19 no Brasil, o que corresponde a 5,6% da população. Outras 4,1 milhões de pessoas receberam também a segunda dose e representam 2% da população. Os dados são das secretarias da saúde e compilados pela Rice University.

A liberação para o uso de todas as vacinas, sem a necessidade de reservar metade do lote para a segunda dose – e que vai permitir a ampliação da cobertura vacinal –, já havia sido pedida há semanas por entes da Federação e até chegou a ser autorizada de maneira informal por Pazuello, que depois recuou.

O plano de imunização do governo federal vem sendo criticado por estados, municípios e pelo Congresso, que enxergam lentidão na campanha e se queixam da pouca oferta de doses no momento em que o país vive a mais aguda crise da pandemia.

Outra reclamação é sobre uma possível demora para a compra de doses de outros laboratórios, como os da Pfizer e da Janssen, que só tiveram contratos para aquisição assinados semana passada, dois meses após o início da campanha nacional  de imunização.


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